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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

De malas prontas

Agora estou de malas prontas.
De: Homospaiensolcadiano
obs. não foi possível fazer a correção total do texto, perdão, não sou Doutor na língua...
Para
Prezado (a) Senhor (a) Criador (a) do Universo
Solicitação Faz (prioridade Alta)
        Escrevo estas singelas e mal traçadas linhas para te dizer que já estou pronto para partir; antes de tudo, peço perdão por ter usado “Senhor” ou “Senhora”, fiquei na dúvida, então usei o “Comum de dois Gêneros”. Mas como disse estou pronto para partir; fisicamente sei que estou um pouco acima do peso, mas nada impede que pratique qualquer outra atividade para perder uns quilinhos; mentalmente, estou nessas alturas do campeonato, totalmente dependente do olcadil 4mg e da fluoxetina, mas como já percebeu, sou flexível e topo qualquer outro tipo de terapia alternativa. Na mala levo pouca coisa, o suficiente para uma vida básica, uma calça folgada e velha, um short usado por demais, pois é o que mais gosto, e três camisetas, deixo para trás as cuecas, meias, ternos e tudo mais. Ah!  Levo também uma escova de dente, pois como o preço dos tratamentos odontológicos subiram muito só me restou um dente.
        Então como vê, pode mandar me buscar, pois já cumpri o que tinha que cumprir, ou melhor, paguei o que tinha que pagar.  E por falar em pagar, paguei até demais.
Eu não sei bem como explicar como vim parar neste planeta e principalmente por que no Brasil. Alguém, não deve gostar de mim por ai neste imenso universo, mas tudo bem sou da paz e já perdoei.
        Antes de continuar a expor meus motivos, espero que o Senhor ou Senhora, não sejam como os links dos sites existentes por aqui, onde colocam um “Fale Conosco” e a gente bem que tenta e escreve, mas ninguém nunca responde. Deve ser mais uma das manobras dos moradores da terra do nunca que por aqui povoam.  Mas continuando, como te disse, estou pronto.
Já sou alfabetizado, e isto foi uma grande sacanagem que fizeram comigo (e também com muitos outros), depois que aprendi em parte a tal língua portuguesa que vive de exceções e de palavras de duplo sentido, algumas noções de outros idiomas a minha vida virou um tormento.  Não quero parecer rude ou ingrato, mas não saber ler seria mais interessante, não seria preciso  ler em nossos jornais todos os dias, coisas assim: “polícia investiga polícia” “mais uma tragédia no Brasil”, “a CPI Da....” ainda bem que não leio mais bula de remédio, estava para ficar maluco. A pior parte não é ler, é conviver com a tal da impunidade que o Senhor ou Senhora colocaram neste pedaço de terra. Ai não dá.
Vou te contar como foi o sofrido processo de minha alfabetização até hoje. 
    ...E assim tudo começou, levei uma bruta surra do meu pai para ir para escola; não queria mesmo deixar a minha casa e para aquela escola de madres, aquilo me dava um medo danado. Mas a surra foi boa, pegou legal. Abracei os livros e fui.
    Um tormento vivido na mais terna idade. Quem inventou a tal hora da fila, hora do lanche, hora do hino, hora da bandeira? Com todo respeito, mas se eu pegar o inventor de tantas horas inúteis passeando por ai, sério, dou-lhe  uns tapas .
        Vocês não sabem ainda do pior, estudar religião era a morte, para não falar no tanto de heróis da nossa história que tive que decorar o nome e os seus feitos. E depois, descobrir que era tudo mentira. Foi ai que começou o meu processo de querer mudar daqui, ainda não tomava fluoxetina, mas tinha outros baseados alternativos, ah! Era uma loucura, depois batia uma fome louca, descontrolada, mas via cada estrela, vocês nem imaginam.
        O ensino médio correu dentro de uma camisa de força, a gente não sabia se comia as coleguinhas ou se transava com os coleguinhas, e tudo era explicado por uma nova ciência do comportamento. O importante era os pais não perderem o foco na educação dos filhos. Hum, Achei o lema muito legal. Perdão te peço, mas não sei por onde foi o foco dos meus pais.
Chegou o pesadelo de cursar um curso superior, que profissão seguir? Nossa quanta pressão, quantas formulas, quantas regras, quantos teoremas. Bem, esta fase passou.
Formei, dei um duro danado. Bem, não foi tão danado assim, mas foi duro. Tempos depois, apareceu alguém (um elemento, um cidadão) e foi eleito presidente da república sem ter cursado nada, outros foram eleitos deputados, prefeitos, etc... Vai ter cargo assim no inferno. Olho para tantos anos de estudo e pergunto por que e para que? Se estou ralando até hoje, com a bolsa cheia de carnês para pagar e o pior sem previsão de aposentadoria (aquela vitalícia) e muito menos a chance de ser entrevistado por uma das inúmeras relíquias da nossa TV.
        Tenho que dizer algo que me incomoda. Por que todos que são eleitos neste país, ou já são políticos velhos de casa, quando adoecem vão se tratar num tal Hospital Sírio Libanês? 
Menino ou menina só pode ser brincadeira.  Depois vocês me respondem, pois aqui na minha vizinhança, temos como referência o Hospital de Base, entrar quase não se consegue e quando se consegue sair com vida é outra coisa. Qual é? O que eles têm de melhor que nós? Isto é discriminação.
 Discriminação, é um outro ponto que quero fazer algumas reclamações com o Senhor ou com a Senhora. Mas fica para depois. Viu, já peguei o bom hábito do brasileiro, vou enrolando, deixando para depois. Mas creia vou inspirar nos chineses e japoneses (disciplinados e metódicos) e volto à questão.
Agora voltando à educação, que inventou a tal pós-graduação? É outro que quero pegar ai ou aqui mesmo, se der tempo. E perguntar, para que tanta frescura?
 Perdão, mas vou perguntar, você fez pós-graduação? Se fez,  lamento e seja bem vindo ao time dos afluoxetinados e outras coisas mais. Acho que estava alopradão, pois não fiz apenas uma pós, fiz várias e o pior é que não apareceu um amigo de verdade para impedir tal ato de insanidade.
É o mesmo dilema de sempre, a metodologia, o rigor da pesquisa, os estrelismos de alguns orientadores. Hoje o ocaldil de 4mg é culpa do doutorado, minha última aventura por aqui.
 De conto uma nova, demorei um tempo para obter o título e tenho que esconder no Curriculum Vitae, se não, não consigo emprego, pode? Sei a resposta, aqui pode. Eita!
        Hoje, te digo, veja o que esta acontecendo por aqui. Vocês são responsáveis por esta porção de terra. Estudar, hoje é perigoso e caro. Caro, pois são poucos que vão para o time da real alfabetização e perigoso por que  tem tanta escola picareta por ai. Diplomas e títulos são vendidos pela internet e também na praça da Sé. É só ter grana.
Não sacaneia. Dá um jeito ai de cima, ajeita as coisas por aqui.  Prometo que não falo mais de educação.
Te conto mais uma novidade, não é fofoca, pois não gosto de fofoca e tenho pavor da Rede TV. Saiu de fonte segura, um amigo me contou que leu que uma pessoa que trabalha e trabalhou na política foi agraciado com o  titulo de Doutor Honoris Causa. Pronto, contei. Agora  não vou te perturbar mais com este assunto.
 Há! Só mais um comentário. Por que tanto concurso para cadastro de reserva heim? Não chega até ai os editais? Viram o preço das inscrições? Assim, não há quem se ajeite e compre uma casa de praia, reforma um apartamento, etc.  Aceito receber as respostas depois, quando já tiver por ai, passeando nas lindas clareiras cobertas de lírios e tudo mais, assim, espero.
        Senhor e Senhora, não pensem que só sei reclamar e que não conheço a grandiosa obra feita por um de vocês ou pelos dois. Reconheço, mas vou reclamar primeiro.
Bem que tento ser cristão, praticar o bom e velho cristianismo, mas têm coisas que me mata. No espiritismo, por exemplo, nos explicam que estamos em um planeta de provas e expiações, e que escolhemos viver tudo que vivemos neste mundo antes de aqui chegarmos nesta encarnação. Bonito não é? Mas então sou um burro de primeira, onde estava com a cabeça em escolher o Brasil, e escolher passar o que estou passando, isto só pode ser uma pegadinha celestial. Fica difícil acreditar e aceitar. 
Breve intervalo para uma reclamação a mais, como poderia ter escolhido viver num país, que só vive em crise, tudo que se vê e se ouve é crise: crise na saúde, na educação, na economia,,,,,, e assim vai. E é bom o Senhor ou Senhora; não se esquecerem que esta tal crise está por aqui há bem mais de quinhentos anos. Vamos lá, manera ai com a gente.
 Somos um povo “bão”, nos juntamos em qualquer tragédia, estamos unidos pelo próximo, mas não esqueçam que nos juntamos e muito para o carnaval, para o futebol.  Nossa vamos pular esta pedaço do futebol por enquanto. Vou reclamar depois.
Com relação ao carnaval vale um desabafo agora, já que estamos perto, menino ou menina, é tanta gente bonita, sarada, todos nus. É um apelo a soberania dos energéticos, ao total domínio do silicone e ao reconhecimento dos cirurgiões plásticos. Já, as músicas dos sambas são sempre compridas e históricas, algumas um saco de ouvir, vale pelo batido dos tambores e ai bicho se solta, o ritmo da Bahia é o maior refrão que já ouvi, diz assim, “aê, aê, aê, aê”. Neste grande momento não podemos esquecer a confraria dos bicheiros que patrocinam todo o espetáculo, (o maior espetáculo da Terra) mas o pior de tudo é ter ver e ouvir a apuração dos desfiles das escolas de samba, principalmente, das escolas do Rio, sendo narradas com uma criatividade nunca antes vista. “Bateria da Unidos do... NOTA DEZ”.
Quero fazer uma crítica construtiva. Primeiro este processador de texto que veio instalado neste computador é moderno, pois não acabei de pagar ainda. É um porre, fica colocando algumas palavras que escrevo sublinhadas de verde. Agora a pouco escrevi “bão” ele sublinhou. Ora, não escrevemos e falamos “bão”! (bão passado)
Senhor ou Senhora, estou pensando em colocar na mala um celular e um notebook, estava aqui pensando em como ficar sem entrar em contato com as minhas redes sociais? Será que pode?
Pensou que tinha esquecido o Futebol né? Pois é, não esqueci. Devo admitir que é um esporte popular, e têm gosto para tudo. E devemos respeitar, coisas que a tal democracia nos ensina, mas não vale para tudo, mas acredito que para o futebol venha a valer.
Eu, particularmente não gosto, não vejo nenhum sentindo ver vinte dois homens (astros, reis, príncipes, celebridades e o diabo a quatro) correndo atrás de uma bola, acho que tem mais violência que jogo. Mas Menino ou menina, analisando por detrás das entrelinhas, é uma das maneiras mais tranqüilas e rápidas de se tornar uma estrela nacional, celebridade, ídolo, títulos, e ser entrevistado por “n” loiras, algumas naturais outras químicas, tipos assim, aqui são muito valorizados. Ganhar um hino, torcida organizada e tudo mais.
E o que mais me agradou no futebol, foi a revolução que o pessoal que pratica fez na língua pátria, enxugaram o discurso, correram com as concordâncias e certos pronomes. Tudo se resume assim: “tamos numa má fase”, “vamos fazer o que professor mandou”, “o time tá unido” e assim vai. Para eles e por este ato de encolher o discurso, diante do safado discurso da pós que tudo tem que  ser explicito, tácito etc..... meus parabéns.
Tô pensando aqui se levo o notebook, ma prometo tirar algumas coisas inúteis como Excel, Power Point, assim não vão pesar tanto, considera ai. Ok.
Indignação total, Senhor ou Senhora me ensinaram na aula de religião, que o homem foi criado à (se este é “a” é craseado eu não sei, aceitei a correção automática do processador de texto) imagem e semelhança do criador do Universo. Então te pergunto, tinha mais gente ajudando o criador na hora “H” de criar e dotar o homem de inteligência criativa?  Fizeram sujeira com uma parcela da população que vinha para cá.  Quem foi o espírito de porco, se é que porco tem espírito que permitiu que se imaginasse e por fim criasse e depois virasse seriado anual da Globo o tal BBB?
Por esta indignação, os agravantes para com vocês são grandes.  Tudo bem que o primeiro programa serviu de base para algum louco ou louca que estava escrevendo alguma dissertação ou tese sobre o comportamento do homem em um ambiente fechado. Mas, diga-se ambiente extremamente confortável e com um grande incentivo, o dinheiro e a fama, não podendo em nenhum momento, fazer analogia com um estudo sobre o homem confinado nos presídios e manicômios.
Mas agora tornar esta obra uma série anual é dose, deixa qualquer farmacêutico apreensivo com a quantidade de receitas a aviar de rivotril e outros medicamentos. Sem dizer que, além das intrigas, dos amassos, brigas, festas regadas a muita bebida, os participantes são muitas vezes chamados de nossos heróis. Menino ou menina isto não é pegadinha, é muita expiação, manera ai. Providencie um ou vários blecautes de energia, ou então, nos presenteie com outro insghit de criatividade 
Bem, lembrei de um ponto que tinha deixado para trás, era com relação a discriminação. Poxa vida, isto é um ato torpe... Mesmo sendo um país que se diz cristão, democrático e tudo mais. Aqui a discriminação corre solta.  E o pior, não tem muita opção de onde procurar abrigo. Pois, na política se você é contra as idéias dos homens da situação, você está fadado a falência e a perseguição, moral da história, morre de fome.
Se você prática uma religião que não seja a católica, você vai para o inferno, se não for evangélico não é irmão, então é inimigo, e tome oração para combater os inimigos, se for espírita, você é louco, toma rivotril, vê coisas onde não têm, e se for de religião ligada às tradições africanas não é bom nem imaginar como eles te chamam e tratam.
O bicho pega, se você for daqueles de orientação sexual diferente, dizem diferente para aquilo que muitos tem vontade de fazer, mas não fazem, então batizam de diferente.
Imagine um bissexual, este é até muito aceito. O que tem de errado brincar de médico em exames íntimos com o Zezinho e com a Mariazinha? Nada é anormal. Já que são coisas que são ocultas atrás dos velhos títulos da nobreza.
Agora, quando se diz que o Joãozinho gosta de outro Joãozinho, ou que a Mercê gosta de outra Mercê, menino e menina, o babado é forte. Há uma tendência, dizem as más línguas de maior aceitação das diferenças nos dia de hoje, mas o correto é que o mundo desaba na cabeça daqueles que ama seus iguais. Afinal, no campo sexual devemos ser atraídos pelo diferente. Nossa, tenho algumas histórias para te contar que só conto pessoalmente, sentado do seu lado na praça da paz universal. Ela existe mesmo ai não é?
Nossa, já escrevi, escrevi, reclamei muito e ainda falta muita coisa para falar e até agora nada de sinal de fumaça da sua nave, o sol aqui é bravo e já estou a horas te esperando.
 Vê se não demora, e não faz como os grandes homens sérios de nossa civilização, que quando querem praticar atos pecaminosos com os seus iguais, avisam aos seus pares diferentes que estão presos no trânsito. Cheguei a conclusão que os engarrafamentos é um ótimo álibi. Então! Viva a faixa simples, o sinal quebrado, a ausência de transporte público...e há mais carros nas ruas que não foram planejadas....viva, viva...
Senhor ou Senhora, quero falar antes de sua chegada da justiça que colocaste em nosso pedaço de terra, tão bem cuidado desde a chegada da tropa portuguesa. Mas tenho certo receio de não dar tempo e me distrair e ficar escrevendo como Castro Alves, pois assunto têm, e não ouvir a chegada de sua nave e perder a oportunidade única de sair daqui.
 Deixo claro que não importo para onde estará me levando, contando que me tire daqui, já está de bom tamanho.
 Mas para não deixar passar em branco, solto a frase para que o senhor ou senhora reflitam. Para com a justiça, fizeram uma grande sacanagem de início, deram como símbolo uma mulher sentada, com os olhos vendados e em uma das mãos a balança. Até ai tudo bem, tudo ótimo. Foi difícil de entender no período da alfabetização, mas depois da minha primeira pós ficou fácil, fácil.
Agora correto é que a justiça não é só cega, como ilustra a famosa deusa escolhida, pelo jeito com o passar dos tempos e o aprimoramento do ordenamento do modo de pensar dos pós-graduados ela tenha se tornado é tetraplégica. Imagina cega, surda, muda, não anda, não mexe os braços enfim, não resolve nada. Ela é a senhora das exceções, vez ou outra, para alguns poucos escolhidos dá sinal de vida.
Mas nem tudo está perdido tem um ponto que se salva, já que estamos chegando há mais um carnaval e com o carnaval o país é abençoado pelo criador ou pela criadora, os integrantes da justiça já estão fantasiados com suas túnicas pretas, que só de olhar dá medo, e ainda complementam a fantasia, com óculos com potentes lentes, barrigas estratosféricas e ainda ressuscitam uma língua morta.
Ave, ainda tinha de falar do impostômetro que tem aqui, do sagrado matrimônio, dos programas de domingo da TV (neste ponto sacanearam muito com o planeta).  Mas sabe, como todo bão humano daqui, vou fazer como muitos fazem, e vou cantar.... “não adianta tentar... não adianta falar... não adianta nada, pois aqui eu vou ficar.... Senhor e Senhora, é só a música, lembre-se , já estou de malas prontas.
Nossa!! Vi sinais de fumaça devo deixar alguns aplicativos das minhas redes sociais, nossa quanta dúvida. Será qual o que levo?
   Não resolvi ainda, mas desejo a todos que ficam uma ótima estada e lembre-se dos caminhos que levam ao criador ou criadora, nele estão a ética, a prudência, a verdade, o companheirismo e o amor. Se achar que é muito para você, não ligue, disque 0800 você será atendido e bem orientado em alguns milhares de segundos, aproveitem as músicas que são de muito bom gosto.
 Este é um texto de ficção, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Se alguém se sentir ofendido pelas observações postadas, ou quiser efetuar uma critica  click no “Link” Fale Conosco – escreva seu próprio artigo.
Abraços, nos encontramos depois ou nunca.  
José Eduardo Gomides, 29 de janeiro de 2010, sábado a tarde, com um ânimo danado para escrever alguns pontos da tese de doutorado. Então esta ficção que é dedicada a todos os homosapiensolcadianos do planeta.

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